CINTO DE SEGURANÇA? NÃO PARA TODO MUNDO

TRANSITO

Ainda não consegui entender a lógica. Podem tentar me explicar, dar motivos plausíveis e  explicações que talvez até façam algum sentido, mas sinceramente ainda vou ficar sem compreender bem. Numa época em que segurança no trânsito é motivo de matérias nos telejornais, propagandas no rádio, na TV e em todos os outros meios possíveis, e o uso do cinto de segurança é incentivado e tratado como indispensável para prevenir graves acidentes, por que até hoje os ônibus coletivos não possuem tal mecanismo de segurança?

Talvez a explicação estivesse no fato de os ônibus andarem somente dentro das cidades, à baixa velocidade e serem veículos robustos, que pelo senso comum  ‘protegem’ mais seus passageiros em caso de batidas. Mas então, o que dizer dos ônibus das grandes regiões metropolitanas do país, que teoricamente são urbanos, mas cruzam grandes vias expressas, rodovias federais (inclusive as mais perigosas do país), e claro, andam nessas estradas à alta velocidade?  E o pior de tudo, lotados de pessoas em pé em todos os cantos disponíveis, ou melhor, possíveis. Um acidente nessas estradas, com veículos assim, não seria uma tragédia anunciada? É difícil entender essa lógica de segurança, que não vale para todos, só para alguns. Não sei como funciona em outros países, mas essa coerência não deixa de ser peculiar.

Mas imagine também, seria um absurdo se os ônibus coletivos tivessem cintos de segurança, não é? Nesse caso, todos os passageiros teriam que ir sentados, e afinal, não seria uma medida nada boa, já que o poder público (ou seriam as empresas que prestam o serviço de transporte?) teriam que aumentar o número de veículos nas ruas, o número de funcionários, investimentos, o que prejudicaria toda uma roda produtiva, e para que? Afinal, estamos no Brasil e ninguém usaria cinto, porque aqui, como todos sabem, quase ninguém segue as regras mesmo!

Enquanto isso, os coletivos continuam andando cheios – de pessoas, de desconforto, de falta de segurança… e por aí vai. Alguns nem mereceriam ser chamados de ônibus, já que mais parecem carros que carregam gado, que é transportado diariamente para o seu trabalho nas cidades, para no fim do dia voltar para o seu curral, enquanto a vida passa e nada melhora.

E assim caminha a humanidade, ou melhor, a sociedade, com essa lógica estranha de que existe tudo: mas não para todo mundo!

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